Serragem da madeira

A madeira aparelhada é obtida dos toros ou de secções maiores de madeira, por meio de processamento na serra de fita no sentido longitudinal e é eventualmente aplainada ou trabalhada para atingir uma determinada precisão dimensional.

Com vista a alcançar o produto pretendido, os toros de madeira devem ser serrados de acordo com a futura utilização da madeira, de modo a que esta possa ser comercializada possuindo a qualidade desejada. Assim, é importante estudar o desdobramento e as técnicas de corte apropriadas a cada circunstância.

Do ponto de vista estético e tecnológico há diferenças entre os planos de simetria da madeira, havendo uma clara eleição pelas peças de sentido radial. Pelas características da madeira e particularidades do eucalipto, as peças radiais apresentam tendencialmente características superiores evidentes quando comparadas com as peças de sentido tangencial, sendo estas características reflectidas no seu comportamento.

O corte radial é um processo de serrar madeira, que proporciona obter uma qualidade superior no que diz respeito ao comportamento da mesma, nomeadamente, contracção, fendas e empeno. Consequentemente, apresentará maior estabilidade, veio direito, mais homogeneidade na tonalidade e mais resistência ao desgaste.

Para obter madeira de corte radial existem várias formas diferentes de serrar os toros, porque embora este processo garanta maior qualidade da madeira, em contrapartida o rendimento é menor, pelo que é fundamental ter um objectivo definido para o resultado que se pretende obter.

Em teoria, o ideal seria realizar cortes longitudinais de forma a passarem sempre pelo meio do toro e fazer coincidir com as fendas naturais que a madeira apresenta, mas como dessa forma as tábuas ficariam em forma de cunha, o objectivo será o de conseguir a maior aproximação possível.

A madeira proveniente de corte radial é aquela que, por definição, vista de topo apresenta os anéis de crescimento da árvore com um ângulo entre 90 e 60 graus, tolerável até aos 45 graus, em relação ao plano da face.

A nossa madeira é processada de forma a satisfazer o princípio referido, e em relação a trabalhos que requerem alta qualidade cumprimos com o máximo de rigor classificando essa qualidade como selecção extra madeidura™.

Pode desta forma, muito claramente certificar-se de um aspecto que é fundamental e decisivo no que diz respeito à qualidade da madeira.

Nas pranchas não alinhadas ou alinhadas numa face, o reconhecimento pode ser feito pelo descaio (menos descaio, mais radial). Quando se vê só a face da madeira, sabemos pelo veio. Veios mais estreitos entre si e mais direitos identificam a qualidade superior. É um género de código genético.

Por fim, literalmente, a madeira com estas características é brilhante. Vai ver.

Tratamos especificamente esta forma de processar a madeira (serrar), na perspectiva e com a preocupação de conseguir a melhor qualidade objectiva, evitando aludir aspectos subjectivos de manifestação de gostos ou preferências, até porque embora tenhamos a nossa madeira de eleição (eucalipto), o princípio é válido para todas as espécies de madeira.