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A forma de processar a madeira é, sem dúvida, um factor determinante para o seu comportamento e características finais. Os procedimentos adoptados, no decorrer deste processo são cruciais para a qualidade e objectivo pretendido. Sendo assim, para alcançar uma maior qualidade é imprescindível o acompanhamento constante das diversas fases dos procedimentos: 1 - Selecção dos toros de eucalipto
A selecção dos toros é cingida a eucaliptos abatidos entre Setembro e Fevereiro que são traçados em comprimentos de forma a realizar o aproveitamento da madeira. 2- Processo de serragem O corte radial é um processo de serrar madeira, que proporciona obter uma qualidade superior no que diz respeito ao comportamento da mesma, nomeadamente, contracção, fendas e empeno. Consequentemente, apresentará maior estabilidade, veio direito, mais homogeneidade na tonalidade e mais resistência ao desgaste. Para obter madeira de corte radial existem várias formas diferentes de serrar os toros, porque embora este processo garanta maior qualidade da madeira, em contrapartida o rendimento é menor, pelo que é fundamental ter um objectivo definido para o resultado que se pretende obter. Em teoria, o ideal seria realizar cortes longitudinais de forma a passarem sempre pelo meio do toro e fazer coincidir com as fendas naturais que a madeira apresenta, mas como dessa forma as tábuas ficariam em forma de cunha, o objectivo será o de conseguir a maior aproximação possível. A madeira proveniente de corte radial é aquela que, por definição, vista de topo apresenta os anéis de crescimento da árvore com um ângulo entre 90 e 60 graus, tolerável até aos 45 graus, em relação ao plano da face.
A nossa madeira é processada de forma a satisfazer o princípio referido, e em relação a trabalhos que requerem alta qualidade cumprimos com o máximo de rigor classificando essa qualidade como selecção extra madeidura™. Pode desta forma, muito claramente certificar-se de um aspecto que é fundamental e decisivo no que diz respeito à qualidade da madeira. Nas pranchas não alinhadas ou alinhadas numa face, o reconhecimento pode ser feito pelo descaio (menos descaio, mais radial). Quando se vê só a face da madeira, sabemos pelo veio. Veios mais estreitos entre si e mais direitos identificam a qualidade superior. É um género de código genético. Por fim, literalmente, a madeira com estas características é brilhante. Vai ver. Tratamos especificamente esta forma de processar a madeira (serrar), na perspectiva e com a preocupação de conseguir a melhor qualidade objectiva, evitando aludir aspectos subjectivos de manifestação de gostos ou preferências, até porque embora tenhamos a nossa madeira de eleição – o eucalipto, o princípio é válido para todas as espécies de madeira. 3- Processo de secagem O processo de secagem é natural, em altitude, em local ventilado e com influência de humidade marítima. As pilhas de madeira estão orientadas segundo a predominância dos factores climáticos que influenciam a qualidade e duração da secagem, optimizando também a estabilização das pranchas de madeira. Após a madeira ter libertado entre 70/80% da humidade relativa, ordenamos as pranchas por larguras de referência e fazemos a classificação. É novamente empilhada corrigindo-se eventuais defeitos/empenos e depois de pelo menos mais um ciclo Inverno/Verão, dependendo da espessura, o processo fica concluído. O teor de humidade deverá oscilar entre 16/18%. (Madeira para pavimentos, principalmente radiantes, é conveniente fazer baixar o teor de humidade para ≈10% em secagem artificial.)
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