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Introduzido em Portugal no século XIX, o eucalipto desde logo se adaptou ao clima marítimo da orla centro norte onde predomina. Existe hoje madeira “madura” que justifica amplamente a sua utilização e valorização. O incentivo à plantação de eucaliptos para produção de pasta de papel, acabará também por originar a médio/longo prazo o sustento de madeira para fins muito diversos na construção. Já na primeira metade do século XX, a madeira de eucalipto começava a utilizar-se nas estruturas de cobertura de edifícios, na tanoaria, nos pavimentos, na carpintaria e mesmo no mobiliário. Actualmente, pela progressiva escassez de madeira proveniente de florestas nativas, que se devem preservar, assim como, devido ao conhecimento e domínio de processos que utilizam meios tecnológicos adaptados a esta madeira alternativa, é lhe conferida todo o potencial para satisfazer as mais exigentes necessidades nas variadas e inúmeras aplicações. Pelos factores referidos, em termos de disponibilidade da madeira de eucalipto e diferentes finalidades para a sua utilização, tal permite-nos seleccionar para processamento, toros de árvores adultas que, por isso, asseguram a estabilidade necessária da madeira. A madeira de eucalipto é classificada como madeira dura, por ser proveniente de uma folhosa. Nome binomial: Eucalyptus globulus. Nome vulgar: eucalipto comum/branco. Aspecto/tonalidade: clara/acastanhada, macia e brilhante. Veio: direito, médio/estreito, constante. Grão: médio/fino. Densidade: 750 kg/m3 (para secagem natural ≈ 18%). Dureza: 3/4 (sendo: 5 - muito alta; 4 - alta; 3 - média; 2 - baixa; 1 - muito baixa). Contracção Volumétrica: 15%. Relação Tangencial/Radial (factor anisotrópico): 1,5. Durabilidade: alta (cerne). Sabor/Cheiro: característico (eucaliptol). (As características que indicamos são as que procuramos obter na nossa madeira e, por isso, eventualmente não condizem com características indicadas noutras referências.)
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